Tuesday, April 21, 2015

Quero uma casa beijando a floresta

Eu quero uma casa beijando a floresta.
Uma casa amarela de madeira, com janelas brancas.
Uma casa de telhado vermelho ou preto.
Uma casa com um belo gramado e flores ao redor.
A casa pode ser pequena, isso nao tem problema.
Pode ate ter um lago a sua frente. Atras tambem pode ser.
Essa casa nao pode ter telhas de eternit.
Nao pode ter baguncas ao redor.
Eu quero que a casa beije a floresta.
Mas nao pode ser qualquer casa.
Uma casa de tijolos pequena, sim, pode ser.
O jardim tem que ser impecavel.
Isso tem que ser.
Eu quero que a floresta beije a casa.
Eu quero beijar a floresta.
Pensando bem, eu nao quero mais casa.
Eu quero ser floresta. 

Wednesday, June 24, 2009

Entrevista com Sombra

Depois de um rápido jantar em sua casa, me chamou a atencao seu jeito de ser.
Sombra era um cara esquisito. Nao falava muito e cheirava mal.
Sua casa era uma bagunca. Mas quando Sombra olhava para nós, sabíamos que tinha muito a dizer.


Depois de muito ponderar, decidi conhecer mais a fundo esse misterioso personagem.


Joana - Qual a sua origem?
Sombra - Eu venho dos países baixos. Tão abaixo de tudo que por fim desapareceu.
Portanto, eu venho de um lugar que não existe.
J - E como você se sente em relacão a isso?
S - Eu não dou a mínima. Eu vivo o presente. Não penso no passado. Minhas origens tampouco me despertam interesse. Eu sou o que sou, através do que penso e sinto, aqui e agora.
J - E sua família?
S - Não sinto nenhuma relacão forte com ninguém.
J - Não se sentes sozinho?
S - Não. Me alimento das minhas vontades. Existo para fazer com que elas se manifestem e assim as satisfaco. Nao penso em ninguém, penso em mim mesmo.
J - E se pensas em si mesmo, porque não tomas banho? Ou esse é um novo perfume?
S - Apenas não me importo com que os outros vem a pensar de mim. E tampouco me importo o que as pessoas ao meu redor pensam a meu respeito.
J - Entendo. Por isso voce mantem esses copos quebrados. Mas reparei que voce mantem as tacas limpas.


Sombra se manteve em silêncio neste momento. Ficou meio cabisbaixo, o que parecia mostrar que estava refletindo sobre a pergunta. Achei que era hora de ir.


Agradeci sua atencao, peguei minhas sacolas de compras e mencionei de ir.

Ele olha para mim, pega em minha mão e me dá o mala (rosário tibetano). Em seus olhos consigo ler a mensagem: A Taca e o Mala. Este é o caminho. Sua busca se iniciou.

Sunday, October 21, 2007

Um prisma de liberdade

O lugar era escuro e abafado. Um cheiro de naftalina imperava em todos os cantos. Já havia se acostumado com o silêncio e com a escuridão. Uma vez ou outra conversava com seus companheiros. Mas, na realidade, não tinha muito o que falar. Eles saíam e voltavam alegres. Viam o mundo lá fora e ele ficava, esquecido por ela. Como desejava ver o mundo a sua volta! Mas era seu destino ficar naquele armário. Cada vez mais triste, pesado e cansado.

Um dia comum, na mesmice de sempre, sentiu de repente que algo mudava na casa. Barulhos. Foi quando ela abriu o armário e colocou aquele antigo vestido dentro de um saco. Já não o usava há um bom tempo, havia engordado deveras depois do terceiro filho e aquele já não a servia mais. Decidiu levar as velhas roupas a uma loja da Cruz Vermelha. Lá alguém faria bom uso daquele que um dia trouxe tantas noites românticas e alegres a ela.

O vestido não entendia o que estava acontecendo, e tinha a sensacao de que sua vida mudaria. Poderia ir para um lixão. Ser reciclado, estilhacado e retornar em forma de almofada. Ou até uma toalha de mesa. Tinha medo.

Retiram-no do saco direto para um cabide. Estava lá, o vestido de novo, pendurado em um cabide no meio de outros vestidos. Mas agora não era mais um ármario naftalizado e escuro, e sim, um lugar amplo com gente em volta. Logo uma velha e amável senhora se deu conta do belo vestido que tinham adquirido a pouco. Florido e cheio de cores, necessitava de alguns pequenos reparos.

Assim o vestido sentiu-se alegre por despertar a atencao e cuidados de uma mão castigada pelo tempo, porém hábil e cuidadosa. Um alívio.

Olhando a sua volta, velhos casacos e outros vestidos aguardavam a sua vez. Alguns estavam lá haviam muitos anos, esperando que uma jovem, louca por vintage os comprasse. Outros já não possuiam tamanha esperanca. Outros ainda esperavam ser úteis em algum lugar distante do terceiro mundo. Esquentando o corpo de uma crianca faminta e carente.


A jaqueta de couro era uma que insistia em dizer que não havia esperanca. Todos iriam ter o mesmo destino e que o vestido não deveria sentir-se especial apenas por ser mais alegre e colorido. ”As pessoas não irão te escolher por ser colorido, pois você não passa de uma velha roupa esquecida”, dizia o casaco.


O vestido sentia-se muito triste ouvindo todas aquelas afirmacões e comecava a acreditar, após tanto tempo pendurado naquele cabide, sem que ninguém o tocasse.


Com a chegada do verão, a loja estava quente e lá fora as pessoas andavam nas ruas, alegres e sorridentes. Entra, subitamente, uma mulher alta e descabelada na loja. Cabelos ruivos e desgrenhados e um imenso óculos de sol. Sorria para todos. Veio diretamente em direcão ao vestido. O pegou com tamanha alegria, como se o estivesse procurando por anos.


”Òoooo finalmente te encontrei, ficarás perfeito em mim!”, dizia a espevitada mulher.

Experimentou o vestido, via-se que estava ligeiramente justo. O vestido foi invadido pela felicidade daquela maluca. O casaco olhava-o agora com despeito e descrente. Todas as outras roupas sorriam baixinho, como se vislumbrassem um futuro melhor.
A mulher colocou o vestido de volta. Já não tão contente, pois o vestido não caía tão bem em seu corpo rotundo.


O vestido ainda tinha esperancas de encontrar o enchimento perfeito para seu tecido macio e colorido. Assim os dias vão passando. Várias mulheres param e experimentam o belo vestido. De todos os tipos, tamanhos e idades, um verdadeiro caleidoscópio feminino, até mesmo uma esguia Drag Queen chega a prová-lo. Ele comeca a perceber que esta situacão é muito mais agradável do que estar enfurnado em um armário escuro. Lá, naquela loja, ele fez boas amizades e ouviu estórias tristes e engracadas. Sentia-se vivo. E uma felicidade imensa com essa tremenda movimentacao de pessoas. Agora já näo importa mais encontrar a dona certa. O momento é o que importa.


A jaqueta, com todo o seu pessimismo, acaba encontrando seu dono. Um punk da mais longíngua periferia, que feliz com sua aquisicão, comemora isso pintando a jaqueta e colocando tachinhas por todos os lados. Constam nos autos que a jaqueta continua reclamando de sua miserável condicão. E o vestido , rezando para que ninguém o compre, preza e comemora sua liberdade.

Tuesday, February 13, 2007

À sombra do Baobá*

*Estória escrita por arath_8.

Era uma vez um bravo pé, pronto para enfrentar as agruras do mundo. Até porque um pé é capaz de regenerar-se. Mas como o mundo é muito duro, uma ajuda é sempre bem vinda. Um belo dia, este pé encontrou uma bela bota. Era preta, feita de couro de vaca.
Após uma vida àrdua dando leite e alimentando outros, a bota aceita sua nova condicão. Assim é a vida, um ciclo termina para iniciar um novo.
O pé e a bota se tornaram bons amigos, onde um protegia o outro, dando assim um significado, uma razäo por estarem juntos.
Todavia, como acontece na maioria dos relacionamentos, algumas surpresas, e algumas decepcões, alegrias e sofrimentos, como conto a seguir.
O pé era protegido do calor, da poeira e do vento, mas foi isolado do sol e do ar fresco.
O pé era um bom camarada, mas… fedia um pouquinho. A bota o ajudou e recebeu em troca um mal cheiro como recompensa. E algumas recompensas são difíceis de se ver livre.
A bota por sua vez, estava usada e suja, já não era tão confortável. Apesar do pé adorar suas conversas, agora precisava de um novo abrigo.
Um dia, o pé entrou em um carro, juntamente com a bota, em uma longa viagem. Assim como o homem usa e abusa da natureza, não pode controlá-la.
O carro rodava por aquela estreita e empoeirada estrada no meio da savana, quando o pé pediu arrego, necessitava de um pouco de ar fresco. A bota poderia também descansar um pouco, ou pelo menos foi o que ela pensou. De fato, constam nos autos, que na verdade o mau cheiro vinha da bota.
Num ato momentâneo, foi decidido que era hora da bota ser afastada de seu cargo. E ali mesmo, em meio a selva, depositaram a bota no bagageiro da pickup. Ali, a bota sentia-se sozinha. O pé mantinha-se em silêncio, enquanto bocas e narizes sussurravam fofocas a respeito da coitada: - Você sentiu o cheiro daquela bota? Está fedida demais! Não presta para nada!
A estrada era esburacada e cheia de calombos, o carro saltava em cada buraco e a pobre bota não tinha como se segurar. Foi quando, devido às raízes de um imenso baobá, o carro passou por um tremendo calombo, jogando a bota para fora da pickup.
A bota encontrava-se agora só, no meio da savana africana, imaginando o porque de ser tratada daquela maneira.
Ela olha para os lados e só vê poeira, algum verde. Era quente. De tanta tristeza, a bota não percebe que ela estava perto de uma enorme árvore. Uma árvore tão grande que enxergava-se a léguas de distância.
Esta sábia árvore – um baobá - comeca a conversar com a triste bota. Se tornam grande amigos. Passam horas a fio contando segredos e estórias. Passado um bom tempo, de tanto conversarem comecam a inventar novas estórias. E assim se divertem.
Há alguns quilometros dali, um leão espreguicava-se.
A vida de um leão não é nada fácil. Já vem ao mundo como príncipes das selvas. Em uma família a que todos temem e respeitam. Protegidos e alimentados pelas fêmeas. O leão cresce e, se tiver sorte o bastante, sobreviverá. Logo é abandonado pelas femeas, vivendo uma vida solitária. Estava esse leão tranquilo e solitário a espreita de algumas zebras, quando seu olfato capta um cheiro diferente. A bota exalava o cheiro de chulé e de couro de vaca que despertaram o faro do leão. Além do faro, o leão estava curioso, pois nao conhecia esse cheiro.
O leão se aproxima da bota. O baobá conhecia o leão há tempos. Sempre dava de bom grado sua sombra, aquele nobre rei sem coroa. Foi assim que o baobá disse ao leão que a bota nao era comida.
Depois de tanto viver, o leão aprendeu que a pressa não leva a lugar algum e nesse momento uma imensa tristeza tomou conta de seu coracão, pois percebeu, no silêncio de sua solidão, que toda sua sabedoria de nada servia, pois não tinha com quem compartilhar as licões que a vida lhe ensinou.
Assim ele decidiu que as zebras podiam esperar um pouco mais, e controlando sua fome, comecou a contemplar a bota. A bota por sua vez tinha interessante estórias para contar. Coisas que o leão nunca ouviu falar. Ele era sábio, mas sua sabedoria limitava-se as savanas. A bota falava de ruas, estradas pavimentadas, carros e elevadores. E o leão comecou a gostar das suas estórias. Sentiu pena da vida ardua que a bota tivera, e com isso empurrou-a um pouco mais a sombra do Baobá.
Ele estava imerso nos contos da bota, e com isso se iludiu, dizendo que a fome não é nada mais do que algo para se ignorar.
Com o tempo o leão sabia que estava muito fraco para cacar, e só queria ouvir as estórias da bota.
Agora, quando passa-se pela estrada de onde vê-se o velho Baobá, ali encontra-se um leão, em seu sono profundo. Pode-se ver uma bota chorando, pois o leão está lá, deitado, de olhos fechados, ouvindo suas estórias, num sono eterno.

Saturday, December 16, 2006

Um Reino de Águas Claras






Uma floresta negra, com cogumelos venenosos que explodiam ao tocar. A luz não entrava e não havia clareira. Aislinn anda por uma picada estreita e infinita. Alguns espinhos a machucavam e deixavam marcas roxas em seu dorso. Doía, mas ela resistia. Apesar da dor admirava a beleza das árvores altas e folhas verdes. Tinha uma fé inabalável e um instinto de que logo encontraria. Sentia-se sozinha num lugar distante e totalmente desconhecido.
Chega ao final da trilha e avista uma porteira. Uma fazenda com pasto verde. Nenhuma casa. Aislinn estranha um pouco, mas continua seu caminho. Logo mais avista uma bela cachoeira.

Uma cachoeira de águas claras. Um microcosmos de uma complexidade infinita. Milhares de seres sobrevivendo neste lugar diferente. Diferente e Belo. A cachoeira de um lado e o oceano de outro. O caminho dividia as águas. A água doce da água salgada. Por ser um caminho estreito, era fácil para o golfinho pular de um lugar para o outro. Muireadhach era seu nome.

O caminho era estreito mas muito verde. As águas claras e azuis…. De um azul de agua marinha.
Aislinn imediatamente sentiu-se em casa e agora era protetora daquelas águas. Alguns viajantes se aproximavam e queriam se deleitar nas águas. Elas eram límpidas demais para que alguém colocasse os pés. Os pequenos animais se assustariam. Todo o ritmo daquele microcosmos iria ser abalado se uma multidão tomasse conta.

Assim Aislinn cuidava daquele lugar, dia após dia, escutando o som das águas que sussurravam conselhos sábios. Muireadhach a divertia brincando e pulando de um lado ao outro… Agora ela o chamava apenas Muir. Ele trazia estórias de além mar, de reinos distantes, trozitos, princípes e princesas, cavaleiros, fadas e bruxas más. Muir também dava dicas a Aislinn de como cuidar das plantas, de como preparar sua refeicão, de como não se apegar à coisas materiais e aproveitar o momento.
Ele vinha de um mundo distante, mas gostava mesmo de ficar com Aislinn e dividir suas alegrias. Não falava muito de sua própria vida, de como chegara ali, mas suas estórias a encantavam.

Mesmo dormindo na grama, sob a luz das estrelas, isso näo a incomodava. Se alimentava de víveres que Muir trazia de terras distantes. O amor de Aislinn por Muir crescia a cada dia e isso fazia com que ela se dedicasse mais a preservar esse lugar mágico.

Um dia o sol parou de brilhar. Os peixes sumiram. Muir nao apareceu mais. Aislinn não sabia a razão. Talvez fez algo de errado. Não arou direito a terra, não deu água as plantas, não deu atenção suficiente ao golfinho brincalhão. Aislinn não sentia mais forças. As pessoas entravam e se esbaldavam no que restava das águas claras.
Talvez Muir não soubesse a felicidade que ele dava a Aislinn ao ficar naquele lugar e compartilhar suas estórias.
Na terceira semana, de escuridão e frio, após construir um abrigo seguro, Aislinn decidiu sair daquela tristeza. Começou a plantar tulipas, pois suportariam o clima. Plantou no caminho inteiro, em volta da cachoeira, nas cercas da fazenda. Eram tulipas de todas as cores possíveis e imagináveis.
Concentrou suas energias em restaurar o lugar abandonado por Apolo e ignorado por Afrodite. Trabalhou na terra dura e seca. Agora o lugar antes mágico, estava mais vivo, brilhante, colorido intenso como um quadro de Renoir. O que era antes belo por natureza, virou belo pelas suas próprias mãos.

Friday, October 20, 2006

O encontro

Noite de lua cheia. As máscaras caíram ao se despirem. Despiram-se dos jogos, de brincar de gato e rato. E junto às roupas e máscaras ao chão, lá estavam atentos; o tigre, o gato, o adolescente e o sábio. Eles sabiam do desfecho de antemão e por isso espreitavam.
Minutos antes desse momento, as palavras eram um emaranhado, um novelo sem comeco nem fim. As idéias obscuras, embacadas pelo desejo. Enigmas criados com um único intuito. A aproximacão. As palavras eram belas, mas os levavam a um labirinto sem fim. O que faltava era o toque, o afago. E foi assim que ela deixou-se levar. Após uma batalha árdua, ela rendeu-se e assim libertou-se. A fantasia ficou mais leve, natural e viva, rodopiando entre eles.

A Woman of The Full Moon - Original Art by Zeljko Djurovic

Wednesday, October 18, 2006

O Cavaleiro e a Flor

O cavaleiro lidava com a frieza da guerra, a fúria, o ódio, a luta por territórios, sangue, sacrifícios. Porém, mesmo no meio desse ambiente frio, ele permanecia com sua alma intacta e seu coracão aquecido por imagens oníricas, de grama verde, de cavalos no pasto. Assim ele sentia-se vivo.

Um belo dia, andando por entre os escombros da guerra, deu uma passada maior e... Ops! Quase pisa em uma pequena florzinha branca. Ela resplandecia, por entre o chão duro e sem vida.
Ele, com o maior cuidado, conseguiu desviar. Quando bateu o olho naquela flor, seu coracão saltou. De alegria e esperanca.

A flor, que por muitas vezes passou por situacoes semelhantes, sorriu de alívio. Porém, dessa vez, com seus olhos de flor conseguia ver espectros coloridos naquela alma. Não eram as mesmas cores que estava acostumada a ver passar. Este tinha uma alma clara. Brilhava. Tinha verde também, assim como as plantas.

O cavaleiro, estarrecido por encontrar uma flor tão delicada e viva por entre os destrocos, compadeceu-se. Decide aguá-la todos os dias. Até onde ela conseguiria sobreviver. A flor, toda contente e faceira, agradecia a cada gotinha de água. Para ela eram como bencãos do céu.

O amor do cavaleiro pela florzinha, foi alimentando-a aos poucos. E ela foi crescendo. Ele, sempre pontual, não deixava de comparecer ao encontro.
A flor foi se espichando. Ramos e galhos apareceram. Mais flores brotaram. E o amor pelo cavaleiro foi criando raízes mais fortes. Agora ninguém pisaria mais na florzinha indefesa, pois em seu lugar havia uma estrondosa e robusta árvore, repleta de frutos suculentos, que alimentavam quem passava. Já não havia mais a necessidade de aguá-la, pensava o cavaleiro.
O cavaleiro decide parar de visitá-la. A árvore estrondosa poderia viver por si própria. Ele, por sua vez, estava muito ocupado com seus afazeres de guerra. E diz para si mesmo que agora ela deve cuidar da sua vida. Agora ela tem forcas para ir em frente.

A partir deste momento, a árvore comeca a perder suas folhas. Em pouco tempo a árvore perde seu vico. Seus frutos são amargos.
O cavaleiro não tinha idéia de que seu amor pela frágil florzinha pude-se ser a base de seu alimento. E foi.