Um belo dia, andando por entre os escombros da guerra, deu uma passada maior e... Ops! Quase pisa em uma pequena florzinha branca. Ela resplandecia, por entre o chão duro e sem vida.
Ele, com o maior cuidado, conseguiu desviar. Quando bateu o olho naquela flor, seu coracão saltou. De alegria e esperanca.
A flor, que por muitas vezes passou por situacoes semelhantes, sorriu de alívio. Porém, dessa vez, com seus olhos de flor conseguia ver espectros coloridos naquela alma. Não eram as mesmas cores que estava acostumada a ver passar. Este tinha uma alma clara. Brilhava. Tinha verde também, assim como as plantas.
O cavaleiro, estarrecido por encontrar uma flor tão delicada e viva por entre os destrocos, compadeceu-se. Decide aguá-la todos os dias. Até onde ela conseguiria sobreviver. A flor, toda contente e faceira, agradecia a cada gotinha de água. Para ela eram como bencãos do céu.
O amor do cavaleiro pela florzinha, foi alimentando-a aos poucos. E ela foi crescendo. Ele, sempre pontual, não deixava de comparecer ao encontro.

O cavaleiro decide parar de visitá-la. A árvore estrondosa poderia viver por si própria. Ele, por sua vez, estava muito ocupado com seus afazeres de guerra. E diz para si mesmo que agora ela deve cuidar da sua vida. Agora ela tem forcas para ir em frente.
A partir deste momento, a árvore comeca a perder suas folhas. Em pouco tempo a árvore perde seu vico. Seus frutos são amargos.
O cavaleiro não tinha idéia de que seu amor pela frágil florzinha pude-se ser a base de seu alimento. E foi.
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